Plenáriu Explica O que o Congresso decide, com o número do lado
Votações

Isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil: quem votou contra

✓ Conferido 01 de outubro de 2025· Página atualizada em 02/09/2026
Antes de tudo: o nome

O texto é o PL 1087/2025, e ele faz duas coisas, não uma. Isenta do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil por mês e aumenta a tributação sobre rendas altas. O apelido guarda só a primeira metade — e é a segunda que explica de onde sai o dinheiro.

Câmara dos Deputados · 01/10/2025
A favor 493
Contra 0

A pergunta mais buscada sobre este projeto é quem votou contra. A resposta, na Câmara dos Deputados, é: ninguém.

Em 1º de outubro de 2025, o texto foi aprovado por 493 votos a favor e nenhum contra. Não houve um único voto contrário registrado. Depois disso o projeto passou pelo Senado Federal e foi sancionado.

O que unanimidade quer dizer, e o que não quer

Um placar de 493 a 0 registra o momento final da votação, não o caminho até ele. A disputa sobre este texto aconteceu antes: sobre quanto seria o limite da isenção, sobre como compensar a perda de arrecadação e sobre a faixa de tributação das rendas altas. Quando essas questões foram resolvidas no substitutivo do relator, o que restou para votar já tinha apoio de todos os partidos.

Unanimidade no placar não significa ausência de divergência. Significa que ela foi resolvida na negociação do texto, e não no painel de votação.

O que a regra faz

Renda mensalO que muda
Até R$ 5.000Isenta do Imposto de Renda
De R$ 5.000,01 a R$ 7.350Desconto parcial, que diminui conforme a renda sobe
Acima de R$ 7.350Sem mudança pela regra da isenção

⚠️ A faixa do meio é a mais mal compreendida: quem ganha R$ 6 mil não ficou isento. Ele paga menos que antes, com um redutor que vai encolhendo até desaparecer em R$ 7.350.

De onde sai o dinheiro

O mesmo texto criou uma tributação mínima sobre altas rendas. É a metade da proposta que o apelido não menciona, e é ela que compensa a arrecadação perdida com a isenção.

Já está valendo

Diferente da maioria das propostas cobertas aqui, esta não está mais em tramitação. Ela foi aprovada nas duas casas, sancionada, e a regra vale para os rendimentos a partir de janeiro de 2026.